sábado, 25 de fevereiro de 2012

1x02 - part 8 - Chariots of War

Respostas:
Aila: oooo amor, obrigadaaaa! :D É ótimo ler isso vindo de você. Te amo, fique com Deus.
Dayane: Obrigada, estou honrada :D Fique com Deus.
J. Gomez: haha agora você voltou a ler, em? Bem-vinda novamente. Claro, eu já respondi lá. Fique com Deus.
Amanda: Obrigada! Você é uma fofa :D Fico muito feliz por ter me dado um selo, isso é muito importante para mim XD. Fique com Deus.

Chariots of War

                Apressadamente Darius colocava alguns pertences dentro de uma bolsa de couro, inconformado e traído.
- Por que você não podia apenas ficar fora disso? - ele perguntou com desprezo vendo a figura da mulher com o vestido rasgado entrando no mesmo aposento em que ele se encontrava.
- Darius, esses homens estavam ali para massacrá-los. Você pensa mesmo que poderia fazer paz com eles? - ela questionou alto, tentando faze-lo entender como a situação realmente se encontrava.
- Bem, acho que agora nunca saberei - ele ainda pegava as coisas colocando-as dentro da bolsa.
- Não fuja! - ela o intimidou - Algumas vezes é preciso ficar e lutar!
- Acha que gosto de fujir? Parte de mim gostaria de ficar e levantar uma espada, mas vi a dor que a guerra trás. Não posso fazer isso de novo.
- Seu sofrimento não diminuirá deixando os homens de Cycnus massacrar inocentes - ela determinou.
- Demi, preciso levar meus filhos para um lugar seguro. - ele parecia preocupado e cansado - É isso que devo fazer. - a mulher inconformada tentou sair, Darius bloqueou sua passagem. - O que vai fazer?
- O que eu tenho que fazer. - e saiu dali.

Dentro da tenda de Cycnus, Sphaerus esperava o pai que entrou no mesmo instante batendo os pés furiosamente.
- A mulher guerreira me desafiou e ainda vive. Você falhou, -disse para o guarda que acompanhou Sphaerus - devia mata-lo agora mesmo - ele segurou o guarda pelo pescoço.
- Não, a culpa não foi dele - Sphaerus se pronunciou.
- Então de quem foi a culpa? - perguntou nervoso Cycnus ainda segurando o guarda.
- Foi minha, - Sycnus solou o guarda - eu não dei o sinal a tempo. E ordenei para que não os perseguissem.
- Por que? - de frente a frente com o filho o pai o encarava com desprezo.
- Não podia me despor a matar essa gente indefesa - ele foi sincero.
- Meu filho o covarde. Você desgraça a memória de seu irmão. -e então ele saiu.

Relâmpagos e raios propagavam o céu, nuvem negras se espalhavam até onde a vista alcançava.
De armadura vestida, Demi pegou sua espada e a ajustava em seu cavalo.
- Lutará contra Cycnus? - perguntou Árgolis entrando no estábulo.
- Se for preciso...
- Não pode ir, irão machucar você - disse o irmão do meio entrando no estábulo e lhe dando um abraço.
- Algo para comer - Darius também entrava no estábulo com algo enrolado em um pano, entregando a Demi que soltava a criança.
- Obrigada - ela colocou o pano na bolsa que o cavalo carregava.
- Ainda pode mudar de ideia, sabia?
- Quisera poder. - ela subiu no cavalo.
- Se cuida - Darius se despediu vendo o cavalo de Demi ir embora.

Cycnus afiava sua arma de combate com uma pedra, quando seu guarda entrou no aposento trazendo um homem ao seu lado.
- Desculpe a intromissão, vim assegurar-lhe que não fomos responsáveis pela interrupção da reunião. Foi Demetria. - esse homem que o guarda acompanhava era Tynus.
- Demetria? - Cycnus perguntou baixo.
- Ela não faz parte de nossa comunidade - explicava Tynus tremendo as pernas. - não queremos nada além de paz.
- Paz? Claro, paz é o que logo terão. - Cycnus confirmou se levantando e ficando cara a cara com Tynus - Paz eterna. Agora volte para seu rebanho e aguarde o massacre.
- Massacre? - o outro guarda o pegou pela suas vestes e o levava para fora. - Não! Espere!
- Prepare minha biga - ordenou Cycnus.
Sphaerus vendo tudo de longe entrou na tenda, vendo o pai olhar atentamente para as armas como se fosse escolhe-las.
- Onde vai? - perguntou curioso.
- Fazer o que você deveria ter feito. Matar a mulher guerreira.
- Ela está só de passagem. Não há razão para matá-la. - ele argumentou.
- A mulher guerreira é Demi, uma maldição em nossa família. Ela matou seu irmão.
- Mas meu irmão caiu em uma batalha perto de Corinto. -falou Spherus confuso.
- Ele foi assassinado por Demi. Como uma covarde ela o matou enquanto ele estava de costas. - o Cycnus estava de saída quando seu filho falou.
- Irei contigo - o ódio tomava conta daquele homem - Deixe-me me vingar da morte de meu irmão.
- Quanto esperei para ver esse fogo em seus olhos. - o pai olhava admirado para o filho. - Vamos, é hora de Demi morrer.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

1x02 - part 7 - Chariots of War

Respostas:
Aila: OBRIGAADA! *-* Claro, respondoo depois. Fique com Deus.

Chariots of War

- Pai, haver uma reunião com aqueles que queimaram o nosso silo significa que somos amigos? - perguntou o irmão do meio, enquanto seu pai terminava de pentear seu pequeno cabelo marrom claro.
Todos estavam bem elegantes. Os filhos vestindo cores combinadas a um amarelo. Árgolis tinha o seu cabelo loiro penteado para trás e a garotinha com um vestido exaltando seus olhos azuis e seus lindos cabelos dourados.
- Não exatamente. Mas assim esperamos ter paz e talvez amizade - os olhos azuis do pai o reconfortaram.
- Pode ser necessário um sacrifício e resolvi dar a ele Lycus - disse Árgolis.
- O que? - Lycus, o irmão do meio de virou e foi para cima do irmão mais velho, seu pai o segurou.
- Árgolis! Não provoque seu irmão - disse o pai desamassando a roupa de Lycus.
- Mas é tão divertido - falou ele pegando sua irmã menor no colo.
Atrás, saindo das cortinas entrando no quarto, Demetria. O vestido servira perfeitamente, acentuando suas curvas e remodelando seu corpo. Seu cabelo solto, com alguns fios claros e seus cachos nas pontas, seus olhos amendoados dava um toque único. Imediatamente a pequena garotinha sentada no colo do irmão saltou para o colo de Demi, que a pegou meio assustada. Darius virou e sorriu ao ver a imagem. Valiosa, precisa e eterna em sua memória de agora em diante.
- Bem, parece que estamos prontos para ir para a reunião. - Demi simplesmente assentiu.

O grande salão começa a se encher de moradores, enquanto Sphaerus deu um passo a frente do palco de madeira onde estava.
- Enquanto esperamos que os outros cheguem... Gostaria de dizer que estou muito feliz que possamos encerrar esse assunto de uma vez por todas. - Então entrando pela porta da frente Darius, seus filhos e Demi entraram, os olhos de Sphaerus foi diretamente para mulher, que ele achara que matara.
- Agora vê? - ele se referiu a quase todo o povo ouvindo o "ex-inimigo" - Disse que podíamos confiar neles.
- O que ela está fazendo aqui? - perguntou Tynus, aquele que visitara Darius na noite em que ele abrigara Demi.
- Eu a convidei.
- Precisamos de pacificadores e não de guerreiros - ele examinou Demi de cima abaixo. - Ela poderia arruinar tudo.
- Pensei que... - Darius ficou confuso.
- Está tudo bem - disse Demi calma. Esperarei aqui trás. - ela ficou perto a porta da saída, vendo Darius e as crianças pegarem lugares na plateia.
- A violência em nosso vale e desnecessária - continuou Shpaerus, tentando não parecer abalado - Temos que aprender a viver juntos. Estou feliz que possamos nos reunir assim, para resolvermos as nossas diferenças. Meu pai tem uma... - sua voz falhou - Solução. E é meu dever apresenta-las para vocês. Sabemos que vieram aqui desde Tróia. E que estão fartos do flagelo da guerra.
Demi observou que a porta onde estava, na estranhas, passava-se uma faca para poder abrir. Rapidamente Demi saiu pela porta da frente e encontrou a quantidade de sete homens esperando lá fora. Os homens a olharam, ela sabia que para se locomover em uma luta o vestido não seria o melhor, dando sua maneira, ela rasgou a barra do vestido até o meio da coxa para suas pernas poderem mover-se.
O primeiro homem veio a sua frente com o facão tentando acerta-la, ela chutou o facão para longe e chutou-lhe a cabeça. O outro a segurou por trás com a ajuda de mais dois, o quinto lhe deu um soco. Ela deu uma cotovelada nos dois homens que seguravam e deu um chute traseiro no terceiro, o quarto ela chutou para longe, ele caiu sobre a porta que foi derrubada por ele onde o povo viu a ação.
- Eu disse que ela aruinaria tudo! - exclamou Tynus.
O sexto homem tentou dar-lhe uma rasteira, ela virou um mortal no ar, segurando as mãos do homem que o fez voar longe. O sétimo puxou-a pelo cabelo, ela quebrou sua mão. O segundo e o terceiro voltaram para o ataque, ela chutou os dois abrindo um espacate em pleno ar.
- Todos para fora! - ela gritou e a evacuação foi quase que imediata.
- Tragam-os! - gritou um dos homens ao lado de Sphaerus, tirando um facão da armadura do cinto.
- Não! Deixei-os ir. - ordenou Sphaerus.
Vendo a desistência do oponente e a ordem de deixa, Demetria saiu.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

1x02 - part 6 - Chariots of War

Respostas:
Ana Beatriz: haha obrigadaaa! Postando# Beijins de estrelas, fique com Deus.
Anony: agradeço. Anony, eu confio completamente nela, porém ela resolveu voltar a dar o blog a mim, e eu quero dá-lo a você. Se você o aprecia tanto, continue a história por mim. Passe-me seu email, enviarei o convite de participação, você irá aceitar e o blog será seu. Fique com Deus.
Aila: Olá. Obrigadaaaa! Postando# Fique com Deus.
Jéssy: Agradeço mesmo! Isso é muito importante para mim. Fique com Deus.
J.: Agradeço! Claro! Fique com Deus.
Alice Amanda: Obrigada! Postando# Fique com Deus.


Chariots of War

               - Então, por quanto tempo estamos nos vendo...?
- Selena. - responde ela gentilmente para o homem a qual ela fingiu ser seu namorado. - E se apaixonou loucamente por mim no momento em que nos conhecemos. - disse ela risonha, apreciando a brincadeira.
- Bem, não é de estranhar... - disse o cavalheiro gentilmente. - Pela forma como beija. - Selena sorriu.
Com seus lindos cabelos negros presos, num coque com mechas caindo aos olhos. O que lhe dava um ar angelical. Suas roupas, panos de cores claras com cheiro de lavanda.
- O que a trouxe a esse lugar? - ele perguntou interessado.
- Estou procurando a minha melhor amiga. Talvez a tenha visto. - disse a garota com esperança. - Um metro e setenta, cabelos de cor marrons com mechas claras, muito couro... Luta como uma harpia de mau humor. Seu nome é Demi. - uma aflição apertou a garganta do homem.
- Não, sinto muito - ele mentiu. Pois, achava que a matara, ele quem atirou a flecha que a acertou na invasão ao celeiro. - Esta sua amiga... - ele engoliu a seco - Eram, - ele gaguejou - você eram próximas? - seus olhos azuis foram de encontro com os olhos negros e Selena.
- Está brincando? - com um tom divertido na voz Selena completou - Somos inseparáveis. - Selena fitou o horizonte. - Não sei com o que estou preocupada. Se alguém pode cuidar de si mesma, é Demi. - ela novamente se voltou para o rapaz, que agora olhava para o chão - E o que faz?
- Trabalho para meu pai. Tomei o lugar de meu irmão depois que ele morreu em batalha. Mas... - ele pigarreou - Meus pais me faz fazer coisas que nunca pensei que faria. Coisas das quais me arrependo.
- Eu posso entender isso - Selena falava de maneira compreensiva. - Minha mãe sempre quis que me casasse e tivesse filhos. Eu me lembro de ter dito a ela que sempre serei agradecida pela forma como ela me criou, mas ela não podia que eu pagasse com isso no meu futuro.
- Isso é meio perspicaz - seu tom era educado, porém não formal.
- É um dom. Enfim, cheguei em um ponto de minha vida que tive de tomar uma decisão, eu pensei em quem realmente era e consegui.
- Bem, eu tenho que ir. - falou ele em um tom triste - Talvez nós nos encontraremos por ai? - antes da resposta de Selena ele se retirou da mesa.
Pensativa, Selena mordeu o lábio.

- Estou pronta. - Demi disse entrando nos aposentos de Darius, que arrumava seus sapatos. Ele se levantou e se pôs a sua frente.
- Eu... - disse ele apontando para a armadura que Demi sempre usava.
- O que? - perguntou impaciente.
- Não creio que deva usar... - ele pigarreou - Isto para a reunião.
- Bem, eu não tenho outra coisa;
- Venha comigo - ele pegou seu braço e a levou até o celeiro.
Lá havia uma cesta, escondida entre alguns jarros. Dentro da cesta havia algumas roupas, e ele tirou um vestindo de dentro. Um vestido azul.
- Isso deve servir - ele falou abrindo um sorriso. Demi a frente o olhou irritada pegando o vestido.
- Nunca usei algo como isso antes.
- Pertenceu a minha esposa - seu tom sentimental estava alto.
- Não poderia, não seria correto - ela devolveu o vestido vendo seu valor.
- É isto ou o traje de guerra - ele a deixou sem opções. - Só não creio que os fazendeiros reajam bem a ele.
- Não acredito que um vestido irá mudar sua atitude comigo.
- Você se surpreenderia com o poder deste vestido. Ela o usava na primeira vez que a vi.
- Mais uma ração pela qual eu não deveria usa-lo. Não quero arruinar uma bela lembrança.
- Demi, a lembrança de minha esposa vive dentro de meu coração. - seu olhar estava baixo. - Quero que o use - ele voltou a fitar Demi e a entregou o vestido.
Sem delongas ele saiu do quarto, não dando a Demi escolha. Ela despiu sua armadura e deixou o vestido deslizar pelo seu corpo.

- Me chamou, pai? - o homem loiro entrou na tenda do pai.
- Facilitei as coisas para você, Sphaerus. - falou o pai observando o mapa acima da mesa.
- Como assim?
- Concordei com uma reunião para falar de paz com esses fazendeiros - o pai explicou se levantando da cadeira e ficando frente a frente com seu filho, Sphaerus.
- Sério? Teremos um conselho de paz? - a surpresa era evidente.
- Quero que vá a esse conselho e fale com eles.
- Com certeza. Tudo poderia se resolver - havia esperança.
- E mate todos. - o olhar de Spharus se abaixou. - Faça com que eu me orgulhe de você, filho - disse o pai fazendo o filho o olhar. - Faça Ares orgulhoso. - assim o pai saiu da tenda, um guarda estava a sua espera. - Assegure que ele mate todos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

1x02 - part 5 - Chariots of War

Respostas:
Jéssy: ooooo flor! Meu coração se alegra ao saber que aprecia a história. Agradeço. O segredo e fazer de coração. OBRIGADA! Fique com Deus.
Aila: hahahahah obrigada! Fico muito feliz. Fique com Deus. 
Mariane: OBRIGADA PELO SELO! *-* \o/ Agradeço sua apreciação. Fique com Deus.


Chariots of War

           Darius sabia onde ela estava, só tinha medo que aquilo fosse realmente verdade. 
- Não pode estar pensando em ir embora no seu estado - lá estava ela, de pé selando seu cavalo.
- Eu deixei uma amiga na vila anterior. Ela depende de mim - uma desculpa a mais não seria ruim naquele momento.
- Sua amiga pode cuidar de si mesma por alguns dias. - ele insistiu.
- Você precisa de mais descanso. - ele se aproximava do cavalo - Olha, se for o que Tynus disse...
- O que Tynus disse é verdade. - ela se virou do cavalo para ele e o encarou - Eu fiz coisas horríveis em meu passado.
- Seu passado é o seu passado - ele disse com um tom calmo e expressivo. A mulher que eu conheço arriscou a vida para salvar a vida de meu filho. Foi esta que eu deixei entrar em minha casa.
- Demi... - ela disse lhe apresentado seu nome por si mesma. - Eu agradeço, mas é hora de partir. - ela disse pegando a cela do cavalo, porém ao tentar carregar a cela ela caiu sobre ela, mostrando que sua força não era a mesma com a ferida que sangrava. - Está tudo bem - disse ela se pondo em compostura.
- É tão valente que teme que alguém cuide de você? - perguntou ele.
Então um barulho percorreu a casa, o barulho vinha de fora. Algo desmoronava.
- O que é isso? - ele perguntou.
- Problemas - ela disse saindo da casa junto a ele para ver o que acontecia.
- O silo! - Darius gritou vendo onde o local que continha todos seus mantimentos pegava fogo. Ele pegou um balde de água ao lado de sua casa, que era para os animais beberem e jogou no local que despencava e queimava, o que foi em vão.
Demetria observou a poeira dos cavalos na estrada que vinha para o vilarejo, ela ainda estava espalhada pelo ar.

O dia já tinha amanhecido. Selena dormira numa taberna, que não cobrava muito por um quarto. Logo de manhã cedo ela fora para o mesmo lugar onde Demi a deixou.
- É um pouco cedo para celebração - disse ela observando o movimento do lugar.  - Pode me dar um pouco de água por favor? - perguntou ela para o dono do estabelecimento que já conhecia.
- Deixe-me comprar para você uma caneca de cerveja, - disse uma voz masculina ao seu lado. - mas você fica me devendo... - ele tinha um tapa olho, 1,67 de altura, dentes podres e cabelo bagunçado.
Selena começou a rir.
- Que generoso. - disse ela tentando não ser indelicada - Claro que devo recusar. O que iriam pensar? - disse ela parecendo preocupada. - Digo; eu, uma jovem e inocente garota... Aceitando presentes de estranhos. A fofoca deixará esta cidade polvorosa. - disse ela como se fosse importante. 
- Isso é um sim? - disse ela se mostrando burro.
- Bem, não no sentido usual da palavra. Mas você pode me ajudar... -disse ela se voltando para o homem - Eu estou procurando uma amiga.
- Eu posso ser seu amigo.
- É serio... - disse ela dando uma risada desconfortável. Ele passou a mão por seu rosto, Selena a retirou. - E acho que é melhor sair daqui antes que eu a encontre. - seu tom de raiva era evidente. - É Demi!
- A guerreira? 
- É - disse mostrando-se superior.
- Bem eu gosto disso, poderia ser amigo das duas - Selena entendeu que ele era um idiota.
- E estou procurando pelo meu namorado - ela achou outra saída para isso. - Grande, forte e do tipo ciumento. - ele a olhou desconfiado - E lá está ele agora. - Selena apontou para um homem de cabelos claros, armadura nova, olhos azuis e de grande porte musculoso, que estava sentado em uma mesa sozinho. 
- Está descansando, - falou ela - depois de polir sua grande e letal coleção de espadas.
- Ele não é seu namorado - agora ele não se mostrou tão burro.
- Não acha que seja? -perguntou ela desafiadora.
- Não acho.
Com toda a coragem que ela tinha, Selena foi até o homem e o beijou, um selinho rápido. E sentou em seu colo.
- Finja que me conhece - disse ela implorando para nada de ruim acontecer.
- Sem problemas - para sua surpresa ele foi calmo.

Demi procurava loucamente algo pelo estábulo, enquanto Darius terminava de contar aos vizinhos como achou o silo em chamas. Foi com a ajuda de todos que eles conseguiram apagar o fogo. Darius voltou para a casa esperando ver Demi, e ela não estava.
- Onde estão minhas armas? - perguntou ela o vendo entrar no estábulo.
- Não precisamos que lute.
- Quem mais, Darius? Alguém tem que detê-los! - inconformada ela se virou para ele.
- Não queremos que lute. Tynus acabou de nos dizer que nos farão uma oferta de paz - ele sustentava o olhar de Demi, como sustentava algo pesado. - Nos encontraremos com eles na cidade.
- Incendiar o silo é uma oferta de paz? -perguntou irônica desviando seu olhar de fúria. - Não seja tolo, Cycnus só respeita o poder - ela se voltou para continuar a procurar suas armas.
- Demi, eu fui a guerra uma vez. Perdi tudo aquilo por que lutava - a frustração estava nos olhos daquele homem que sofrera. 
- Sinto muito... Mas não pode haver paz com aqueles que fazem guerras - o olhar que Demi agora lançava para ele era tranquilizador. - Conheço essa gente, Darius. Fui essa gente...
- Mas Demi, algo a fez mudar.  Talvez também possamos muda-los. 
- Não vê que essa é nossa única esperança antes de derramar sangue? - ele se expressava de tal maneira que  amolecia a decisão de qualquer um. - Vale a pensa tentar, não vale? Por favor... Pela paz. - o olhar suplicante de um homem poderia mudar uma mulher.