terça-feira, 23 de julho de 2013

Capítulo 5 - Uma história de amor?


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A surpresa no rosto do prefeito era de tal maneira esperada.
- Nunca obtivemos algo assim antes na cidade, de imediato chamei os detetives Zac Efron e Vanessa Hudgens. - as pessoas que era desconhecidas foram apresentadas. - Espero que não se importe. - o detetive soava profissional.
- Mas de maneira alguma. - Sr.Wilson sorria - Sejam bem-vindos.
Demetria se sentia uma intrusa. Não deveria ouvir conversa dos outros. Assim sem delongas subiu para o andar superior. O assunto a atraia profundamente. A garota era constantemente assombrada por lembranças e sons, nada melhor do que esclarecer tudo aquilo e saber com o que está lhe dando. A biblioteca era um bom lugar para retirar seus pensamentos dos pesadelos.
Com delicadeza, Demetria observou a imensa biblioteca, com milhares de livros espalhados por muitas prateleiras. Sem delongas posicionou a escada na primeira faixa de livros, a qual estava perto ao teto, pegou o espanador e começou a limpar. Seus olhos passavam por vários títulos de livros, alguns até mesmo a interessavam, e então repentinamente parou. Retirou um livro e o abriu. A história da gata borralheira encheu-lhe a imaginação, nas primeiras páginas devorava o livro, porém aos poucos foi ficando atenta aos detalhes que eram proporcionados a ela... "O sonho é um pedido de seu coração, e seu coração é puro, Cinderela." a Fada Madrinha fez Cinderela sorrir. "Por isso, seu sonho se realizará.".
- Sabia que encontramos nos livros aquilo que a realidade nos limita?
Involuntariamente o corpo de Demetria foi para trás e caiu, só o que pode fazer foi fechar os olhos. Sentiu todo seu corpo ser sucumbido no ar e então agarrado por mãos fortes. Quando abriu os olhos outro par as observava.
Parecia tão indefesa e pequenina naqueles grandes braços que a rodeavam. Aqueles olhos escondiam muita coisa, era como contar estrelas num lindo céu de verão.
- Não, não sabia. - respondeu desconcertadamente enquanto se desvinculava daqueles... deliciosos braços. - Obrigada por.. - gaguejava como uma criança aprendendo a falar.
- Eu a assustei, o minimo era te ajudar. - o sorriso era tão lindo quantos os olhos. - Um conto de fadas, uh? - ele se abaixou e pegou o livro.
- Sim... Eu...
- Uma história de amor?
- Não. Uma história de aventura, mágica...
- Por que não uma história de amor? - o tom de provocação era excitante.
- Nunca me dei bem com histórias de amor. - as bochechas de Demi já estavam rosadas.
- E então?
- Então, comecei a inventá-las. Quebrei a cara, o amor não se inventa, constrói se.
- O amor não existe, na verdade existe somente nos livros...
- As pessoas acham que o amor verdadeiro não existe, porque elas passaram a não acreditar nele, por isso ele foi desaparecendo, ele é como uma pedra preciosa, é raro você encontrar, mas não quer dizer que não exista. - as palavras da garota que pouco conhecia sobre o amor atingiu o cavaleiro que a admirava.
Ele era tão lindo quanto a primeira vez que ela a viu saindo apressado do gramado. Joseph. Nunca esqueceria aquele nome. Seus trajes eram impecáveis, os cabelos negros a enfeitiçavam. Robusto, alto, e extremamente sexy.
Ele a entregou o livro.
- Tome mais cuidado da próxima vez, talvez eu não esteja aqui para salva-la. - ele sorriu.
- Não preciso que me salve. - Demetria segurava o sorriso, toda aquela tentação a estimulava.
- Se tivesse falado isso 5 minutos antes estaria caída no chão.
- Se o senhor não tivesse me assustado estaria limpando...
- Estaria lendo.
- E limpando. Foi um prazer conhece-lo, mas com licença, preciso limpar. Ocupará esse comodo?
- Estou aqui, não? - ele se aproximou dela.
- Então, se me permite... - Demetria se retirava quando ele a impediu, encontrando-se no meio do caminho.
- Não permito. Gosto da sua companhia. - ele a examinou da cabeça aos pés.
- Perdão, mas fui ordenada a... - ela tentou se retirar, porém o que conseguiu foi ficar cara a cara com aquele homem que a levava ao seu limite.
- Estou lhe ordenando que fique. - ele falava e fitava sem disfarçar os lábios carnudos de Demetria. - E me satisfaça... - ele segurou a cintura de Demetria com as duas mãos e a pressionou.
- Joseph! - a voz de Rubia se fez presente no andar. Foi tão rápido que não houve tempo da garota agir.
- Isso não terminou ainda, Ruivinha. - ele piscou e se retirou.
Os tremores que aquele pedaço de mal caminho proporcionou a nossa Demi são indescritíveis. Ela queria poder se sentir envolta daqueles fortes braços novamente. O arrepio percorrera a espinha do indefeso ser. Demi assoprou um fio de cabelo solto. Ela não poderia sentir aquilo. Não novamente... E um delicioso sorriso escapou.
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Muito obrigada pelos comentários! Vocês são maravilhosas! O que estão achando da história? O que está faltando? Estão gostando?
Respostas aqui.Comentem, por favor.

sábado, 20 de julho de 2013

Capítulo 4 - Emprego?

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- Volte antes da meia noite, Joseph.- Rubia ordenou. - Demetria, passe o açúcar por favor? - sem pestanejar, a garota obedeceu.
Demetria perdera Joseph de vista. E só se deu por vencida quando ouviu o portão bater.
- Meu afilhado se encontra meio perturbado esses últimos dias. - a explicação da mulher foi direta. - Então, terminou os estudos?
- Sim.
- Qual profissão pretende seguir?
- Gostaria de realizar mais estudos fora do país.
- Entendo. Como vir trabalhar aqui te ajudaras?
- Preciso ter carreira em outras profissões e recursos financeiros. Trabalhando aqui já adquiro experiencia, sem contar com a ajuda econômica.
- Esperta.
- Obrigada.
- Sra. Weasly contou-me...
- Sim, sou um desastre. Porém, a unica coisa que sei fazer em forma de trabalho brutal é limpar. Isso eu garanto para a senhora. Não tenho um vocabulário extenso, não possuo boas maneiras avançadas, mas tenho um sonho. A distância entre sonho e conquista chama-se atitude e eu farei de tudo para alcança-lo, trabalhar aqui me ajudara, além de me por em contato com pessoas de alta classe. Se a senhora me admitir não irá se arrepender. - por fim Demetria se serviu com um gole de chá de camomila.
- Quando pode começar?
O sorriso no rosto da jovem era tão evidente e verdadeiro que iluminou todo o jardim.
- Quando a senhora permitir.
- Amanhã as 7 da manhã. Te espero aqui.
- Estarei presente.
- Entenda, você não possui olhos nem ouvidos quando entra nesta casa, tudo o que presenciar morre aqui. Seu apagamento será semanal, 20 euros, todos os cômodos da casa deverão estar limpos ao final de cada 3 meses. Seu único dia de folga é no domingo. Terá 3 refeições por dia. Seu turno de cada dia acaba as 10 da noite. A carruagem te traras e buscaras.
- Sim.
- Tenha um ótimo dia.

A noite se fez presente na cidade.
- Demetria, você irá trabalhar amanhã cedo pare de tocar esse piano! - Selena estava inconformada.
- O que está acontecendo aqui? - Sr. Weasly entrou no quarto. - Demi... - seu pai era o único que a chamava assim.
- Eu não consigo evitar...
- Se você ainda não desistiu, pequena, é porque sabe que vale a pena. Boa noite, minhas garotas. - o pai sorriu e foi deitar-se.
- Ha. - Selena bufou e foi dormir.
A noite não parecia tão sombria com a melodia. Demetria não dormia direito desde... O som de correntes sendo arrastadas pelo matagal não só ecoava em sua mente, mas a perturbava profundamente. O som do piano era o único que de fato a acalmava.

- Bom dia, Demetria. - Rubia estava elegante com o pescoço, braços, mãos cobertos de jóias. O vermelho destoava na mulher, com grandes seios, olhos marrons e um cabelo extremamente loiro. Não era de se surpreender que o magnata Sr.Wilson tenha casado com Rubia, que aparentava uns 40 anos.
Um rápido tour foi feito pela mansão.
- Comece por onde quiser. Aqui. - Rubia lhe deu um molho de chaves. - Você é a unica empregada que contem essas chaves, se algo acontecer você será responsabilizada. Existe alguns cômodos trancados. A maior chave é de seu quartinho que está entre a sala de música e a sala de jogos no segundo andar. Lá contem todos os equipamentos e produtos que precisar para limpar. Espere a respectiva pessoa do quarto se retirar para limpar. - a mulher ja se direcionava para a saída quando...- Demetria?
- Sim? - a menina se encontrava maravilhada.
- Nunca, em hipótese alguma, se direcione para a ala oeste. Nunca. Volto para o almoço.- assim se deu casa a fora.
O que teria na ala oeste? A garota não tinha tempo para perguntas, tem um grande trabalho pela frente. Um suspiro longo ecoou na sala. Enquanto caminhava até seu quartinho Demetria notou que havia vários empregados por toda a casa, cada um com sua função. Porém, era a unica empregada mulher. Isso a assustou um pouco.
Quando o relógio deu 12 badaladas a recepcionista abriu a porta para Sr. e Sra. Wilson, uma diferente jovem, um homem a qual se impressionara pela beleza e para a surpresa de Demetria, Sr.Somerhalder o detetive. Assim que todos se sentaram, Demetria se retirou do  local para o cômodo ao lado. O medo de ser vista pelo detetive a pressionou.
A comida foi posta na mesa da casa dos Wilson, o clima era extremamente perspicaz.
- Vamos direto ao assunto. - Sr. Wilson nunca gostou de rodeios. Um homem com aparência de 47 anos, com um nariz um tanto quanto batatudo, sua  calvicie era evidente apesar de ainda lhe restar um tufo negro de cabelo. Seu terno o deixava com uma postura alta, seus olhos amendoados eram fascinantes. - Qual a conclusão?
- Sr. Wilson, sua cidade abriga um serial killer. - a voz do detetive nunca soou tão decisiva.

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Amei todos os comentários! Os respondi na pagina dos comentários mesmo... OBRIGADA! 
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Comentem, gatas :3 beijos. 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Capítulo 3 - Chá das 5?

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- Homicídio. Alguém acorrentou um pessoa e a jogou no lago. - o sotaque britânico na voz fúnebre do oficial era evidente.
- Não estivemos presente na casa ontem a noite. - Sr. Weasly declarou. - Sinto muito, não podemos ajudar.
- Bom dia. Manteremos contato. - o detetive se despediu e então se retirou. Por mais que o Ian, o Sr.Somerhalder, tivesse suspeitas de fato concretas, nada mais podia fazer.
Havia muitas pessoas no lago. Pessoas tirando fotos, outras anotando algo, e por fim outras retirando o corpo acorrentado e sem cor da água. Quando a imagem foi vista pela família, Sr.Weasly fechou a porta.

A tarde se fez presente.
- Selena, me ajude com essas batatas! - Sr.Weasly se encontrando na horta chamava a filha que prontamente junto com Demetria apareceu. - Demetria, querida, seu pai conseguiu um emprego para você. A ida no baile de ontem foi proveitosa e com uma mera insistência convencemos de que você seria a perfeita domestica no palácio de Lorde Wilson.
- Como? - Demetria foi pega de surpresa. Nunca foi muito habilidosa com as coisas, era descuidada e não tinha o minimo talento na cozinha. A unica coisa que sabia fazer era limpar. Selena ajudava a mãe em casa enquanto o pai trabalhava numa fábrica de sapatos. A renda não era lá muito alta, porém era o bastante para sobreviverem.
- A entrevista será as 5 da tarde. Você tomará chá com a mulher de Lorde Wilson, Rubia. Deve impressiona-la, se ela gostar de você a contratará.
Demetria sabia porque devia trabalhar fora. Selena era linda, delicada, caprichosa, cuidadosa, continha um corpo chamativo, além de ser muito materna e feminina. Sra.Weasly acredita que Selena conseguirá um bom casamento. Porém, Demetria deve aprender a se manter as custas de si mesma, ja que de acordo com os padrões da sociedade na época é totalmente ao contrário, e nenhum homem de alta posição se interessaria por ela.
- Nossa aula de etiqueta começará as 3. Ajudarei a vestir-te após. - Sra. Weasly foi direta.
Pontualmente as 3 horas da tarde Sra. Weasly deixou Selena cuidando da horta, e apareceu na varanda.
- Está pronta? - a mãe so queria o melhor para a filha.
Duas horas depois, quando o relógio deu 5 badaladas, a carruagem dos Wilsons apareceu na casa dos Weasly´s.
- Boa sorte. - Selena abraçou a irmã.
- Lembre -se de tudo o que lhe ensinei. - a mãe confiou na filha.

- Você é a Demetria? - a Sra. Wilson, Rubia examinava a garota e cima abaixo. Cabelos avermelhados presos a um coque, rosto com formato de coração, olhos escuros, com um vestido feito de cetim azul e um sorriso de esperança no rosto.
A mansão dos Wilson era impressionante. E a  jovem não  disfarçou o olhar.
- Demorou 10 anos para ser construída. Os primeiros governantes de Cornualha acharam sempre necessário manter o luxo da família fundadora. - Rubia explicou.
- De fato. É impressionante! - maravilhada a menina exclamou. 
- Venha. - a dona da casa encaminhou Demetria pela parte de fora do jardim até uma mesa extremamente arrumada com bules de chá, porcelana tipicamente inglesa e uma toalha de renda.  
Ambas sentaram se. 
- Eu vou embora desta casa. Vocês são malucos! - a voz se manifestou. Uma voz masculina e potente. O ser atravessou o jardim e chegou na visão de ambas mulheres. O coracao da inocente Demetria palpitou de tal maneira que ela própria desconhecia. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Capítulo 2 - Um o que?

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Os olhos das meninas procuravam o ser o qual tanto intrigava, em momento de desespero alcançaram a varanda dando assim um rangido assustador no assoalho, ambas deram um passo para trás. - Precisa de ajuda, Selena! Aquele, aquilo sei lá o que , precisa de ajuda!
- Demetria, nao se atreva!
- Mas... Ta sumindo.
E então o barulho se encerrou. Naquela noite chuvosa e densa ninguem soube o que houve. Demetria e Selena deitaram se em suas camas e adormeceram.
A chuva cessou na manha seguinte, o orvalho banhava o gramado e os pássaros cantavam calmamente.
- Demetria, trate de acordar! - a Sra. Weasly gritou enquanto colocava os ovos a mesa.
-  Deixe a garota dormir, Querida. - enquanto lia o jornal Sr. Weasly pediu calmamente a esposa.
Demetria descia as escadas quando a campainha soou.
- Eu atendo. - Selena anunciou. - Posso ajudar?
- A Srta. é dona desta propriedade? - seus olhos azuis eram intimidadores e sua boca de movia de tal graça...
- Pois nao. - Sra. Weasly colocava seu chalé. - Sou a Sra. Weasly.
- Sou o Sr. Weasly. - o marido acompanhou o esposa ao atender a porta.
- Bom dia, Sra. Weasly e Sr. Weasly. Sou Sr. Somerhalder, investigador da Interpol, a senhora ou o senhor esteviveram presente em sua moradia na noite passada?
- Como?- Sra. Weasly perdeu o fôlego.
- Houve um homicídio noite passada, e ele se fez presente no lago em frente a sua residência. - ríspido e profissional o investigador anunciou sem rodeios.
- Um o que? - a voz estridente de Demetria se anunciou no cômodo.
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Eu amei todos os comentários, meninas! Me deixaram muito feliz :D ta ai mais um capitulo. Espero que tenham gostado :3 Respodi todos os comentários na própria pagina dos comentários. Agradeço a todas! 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Capítulo 1 - O que se espera da tempestade?

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Delicadamente as folhas que antes dançavam com o vento, prostravam-se no chão gélido. A melodia suave, que marcava o ritmo do balançar das flores, por fim, foi finalizada e a chuva teve inicio. 
- Demetria, pare imediatamente com esse piano. São duas da manhã!
- O que quer que eu faça? Inspiração não tem hora.
- Sua inspiração deveria estar dormindo, assim como você!
- Não fui eu que fiquei acordada até as três da manhã observando um cavalheiro chamado...- rapidamente as mãos que se encontravam na cintura da bela e furiosa dama com uma camisola azul pararam na boca de Demetria.
- Eu apenas gostaria de dormir, Demetria. - retirando as mãos da boca da garota com a camisola branca, enquanto falava calmamente tentando se controlar.
- E eu de tocar, Selena. - imitou o tom debochado da irmã. - Assim que nossos pais chegarem eu paro. - prometeu.
- Como será que o baile deve estar? - sonhadora, a dama com a camisola azul se sentou na cama da irmã, afim de achar um assunto para entreter a própria a nao mais tocar.
- Nao sei o que voce tanto ve em bailes. 
- Vejo maridos! 
- Selena! 
- Eu nao quero viver a custa de nossos pais o resto da vida. 
- O que foi esse barulho?
Ambas irmãs se levantaram, observaram, tentaram observar, através dos vidros embaçados devido a chuva, algo fora do comum. Um trovão soou.
- Foi somente um trovão, Demetria. 
- Nao... Ouça. 
- Nada consigo ouvir com esta chuva. 
A dama com a camisola branca saiu então disparada até a porta de entrada.
- Demetria! Volte aqui! - Selena tentava a acompanhar através da escadaria com rangidos da madeira que encobria o assoario. 
Demetria abriu a porta. Seus cabelos avermelhados se embaraçaram com a forca do vento. A escuridão lá fora predominava, quase nada era possível enxergar, mas algo reluzia. 
- Hey! - Demetria gritava. 
Finalmente Selena chegou na porta de entrada, a qual Demetria nao teve a ousadia de passar.
- Selena, tem alguem lá! Alguem com correntes. 

                             ***
Gente que saudade! Nao estou tendo muito tempo pra escrever e pretendo terminar ao menos esta historia. Então espero que a acompanhem...
Que tal um comentário pra me deixar feliz? Por favor...

Até o próximo capitulo. Beijos!